Episódios
E1
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Livre, intensa, obscenamente lúcida. Hilda Hilst foi a personificação da vibração e da pulsação. Quebrou tabus na forma de amar os homens, circulou nas altas rodas de sua época e, num momento de grande lucidez, abdicou de tudo para viver da escrita.
E2
Dub
Conceição Evaristo sempre teve que escrever nas horas vagas. Nascida em uma família de mulheres lavadeiras, desde cedo se apaixonou pelos livros. Sua obra dá nome e sobrenome às mulheres negras e suas histórias.
E3
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Rachel de Queiroz escreveu seu primeiro livro aos 15 anos de idade. Colunista por décadas em importantes jornais brasileiros e tradutora de livros clássicos, não se considerava escritora, mas um animal político.
E4
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Católica, mãe de quatro filhos. Adélia Prado é uma poeta das coisas simples da vida. Formada em Filosofia e professora universitária, nunca quis sair de Divinópolis, sua cidade natal. Os temas que sempre a incitaram são: Deus, morte e sexo.
E5
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Em 1889 nascia, no coração do Brasil, Anna Bretas, que buscava no quintal da casa onde morava as fugas que precisava para sobreviver. Anna adotou o nome Cora Coralina quando começou a escrever, mas só pôde exercer a literatura depois de velha.
E6
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Apaixonada por viajar, Nélida Piñon é quixotesca, odisseica, obcecada pela história e pelos grandes feitos heroicos. Tornou-se a primeira mulher a presidir a Academia Brasileira de Letras e segue escrevendo pelo mundo afora.
E7
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Personagens em situações que beiram o fantástico permeiam os contos de Lygia Fagundes Telles, dona de uma prosa instigante e que flerta com o mistério e o etéreo. Bastante politizada, traduziu em "As Meninas" a experiência de viver em plena ditadura.
E8
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Arisca, misteriosa, soturna, Clarice Lispector sempre se sentiu fora de lugar. Filha de ucranianos, chegou ainda bebê ao Brasil. Casou-se com um embaixador e mudou-se muitas vezes ao longo da vida. Tinha insônias, angústias, sentia tudo intensamente.

